Entre 2021 e 2023, a CUF registou uma poupança de sete milhões de euros em stock, tendo diminuído de 16 milhões para nove milhões de euros em dois anos e meio, de acordo com o Jornal Económico. Esta melhoria foi possível devido à instalação de um sistema tecnológico de gestão de inventário e da cadeia de abastecimento.
A tecnologia em questão é da consultora portuguesa LTPlabs, especializada em analítica, que foi implementada na rede de hospitais e clínicas da CUF, desde o centro de distribuição até aos serviços hospitalares.
Ricardo Bastos, diretor de compras e logística da CUF, explicou em comunicado que “foi criada uma dinâmica de promoção da eficiência logística com o objetivo de alterar o paradigma da tradicional gestão vertical de stocks, unidade a unidade, para uma gestão centralizada que permitiu acelerar o consumo de stock existente, recolocando-o em hospitais com capacidade para o usar, ou efetuando devoluções aos fornecedores, dando a possibilidade de os materiais terem outro fim”.
O responsável indica que se evita descartar ou abater esses materiais, tendo sido possível passar da compra para stock, para uma “visão mais eficiente de comprar para consumo, levando a uma redução considerável do empate de fundo de maneio”.
Por sua vez, José Queiroga, manager na LTPlabs, refere que “em 2021, realizamos um diagnóstico profundo aos processos de toda a cadeia de abastecimento da CUF e, identificados os pontos a melhorar, avançamos com esta jornada analítica que, entre outros, criou este algoritmo sofisticado, do ponto de vista analítico, que permite uma automatização de processos de aprovisionamento e a melhoria da gestão da cadeia”.
Foram realizados, desde o início do acordo entre ambas as partes, mais de 20 iniciativas relacionadas com a eficiência logística e operacional, entre as quais a instalação de um algoritmo de aprovisionamento para redução de stocks, a redefinição do modelo organizativo ou a construção de um dashboard de monitorização.
Isto porque, durante a pandemia gerou-se uma grande concentração de stocks, tendo em conta as políticas de reforço de inventário nos hospitais. No entanto, à medida que se diminuía a propagação do vírus, aumentou-se o risco de uma menor rotação de stocks de segurança, tendo levado a uma ameaça de falta de materiais.