Os estivadores e trabalhadores portuários, liderados pelo sindicato militante CGT, realizaram uma greve nacional de 48 horas nos passados dias 30 e 31 de janeiro, precedida por duas greves de quatro horas a 27 e 29 de janeiro, em protesto contra a reforma previdenciária estatal, segundo avançou a Railfreight.
Em fevereiro, os dias 4, 6 e 10 também foram marcados por greves pelo país, sendo que até dia 28 de fevereiro estão previstas mais sete, nos dias 12, 14, 18, 20, 24, 26 e 28 de fevereiro.
Entre os portos afetados estão Le Hauvre e Marselha, as duas maiores portas marítimas do país para o tráfego de contentores, e que também servem como hubs para vários serviços ferroviários.
Até à data da publicação, a fonte considerava os impactos ainda incertos, porém, a fonte contactou uma fonte sénior que apontou que uma greve de 48 horas, na maioria das vezes, levaria à interrupção dos horários dos transportes de contentores que saem dos portos por via ferro e rodoviária, aumentando os riscos de congestionamento de tráfego, o que poderá levar ao desvio de navios para outros portos no norte da Europa. A fonte também avançou que é improvável que as greves de quatro horas afetem a chegada e a partida dos navios.
Contactando uma fonte sindical do Porto de Marselha, a Railfreight apontou que a greve de 48 horas da primeira semana foi “muito bem apoiada no porto”, onde “todos os setores de atividade estiveram parados”. Segundo avançou, também foi visível alguma interrupção de serviços no Porto de Dunquerque, mas a atividade de contentores esteve a funcionar normalmente.
Estas greves poderão levar a maiores lead times para a receção de cargas, maiores tempos de espera para a recolha dos contentores, custos de demurrage e de armazenamento transbordante fora da área portuária para exportação, desvio de fluxos para outros portos e outros custos associados.